O ponto alto das minhas férias foi ter conhecido o Teatro Municipal. Assisti ao espetáculo Giselle interpretado pelo Balé Scala de Milão, com a participação da orquestra sinfônica da minha cidade (Barra Mansa). Fiquei encantadíssima! O teatro (que em si já é uma obra de arte), a música clássica, a técnica e sincronismo impecáveis dos bailarinos formaram um tipo de tripé da Arte, com canais diferentes e complementares. Fiquei paralisada, no quinto andar do teatro, parecia que não havia mais ninguém ao meu redor.
De fato, a arte tem esse poder de nos transportar para planos acima da realidade. Depois do espetáculo, fiquei uns trinta minutos em silencio absorvendo tudo e voltando aos poucos ao mundo real. Foi lindo! Ao terminar tentei resumir tudo o que vi em poucas palavras e só me vinha a cabeça: força, leveza e flexibilidade. Anotei essas três palavras nas notas rápidas do meu celular e voltei pensando nelas.
Os bailarinos, tinham um preparo técnico impressionante. Fiquei imaginando como é difícil sustentar a musculatura e como eles o fazem com tamanha leveza no semblante. Outro ponto é o trabalho com a flexibilidade que minha professora de dança enfatiza tanto nas aulas.
Ainda não sei se é a arte que imita a vida, ou se a arte, a vida imita, mas espero que ao vivenciar o espetáculo da vida possa levar esses conceitos comigo.
Resolvi voltar a blogar. Não sei se vou conseguir ser tão assídua, nem tenho muitas pretensões de divulgação. Este é apenas um cantinho, no qual me atrevo a deixar um pouquinho de mim. Escrever simplesmente pela satisfação que isso proporciona. Se no caminho alguma alma leitora se identificar, é sinal de que nas entrelinhas do cotidiano há nuances que vão além da realidade visível. Busquemos o sentido....