Quando amar era tudo


Se todas são terra, 
avistadas do alto
eu sou o barro 
Se todas são rosas
eu sou a dormideira
se são pontos
eu sou a interrogação

Se são o céu
eu sou a chuva
Se são cotingas
Eu sou o rouxinol
Se são canção
Eu sou a nota 
desafinada ou não...

Se são Afrodite 
Erato hei de ser
Se são fantasmas 
Sou bicho-papão

Se são o universo
sou a Sírius
em meio a constelação

e se desaparecem, permaneço
se aparecem, pereço
enciumar-se é a tolice
mais sensata de um enamorado
coração

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Senhora



de suas dores
de seus amores
dos ideais que construiu  outrora

de seus medos
dos sonhos falidos
que lhes são deserto agora

de sua visão obscura
de seus passos amarrados
de seu grito abafado

Senhora

com ar de senhorita
do semblante sofrida
no espelho até bonita

que hoje faz canção
apascenta-se na oração
em cálidas noites de aflição

Ora senhora
haverá uma hora
que irá embora
embora 

Senhora
não agora...





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sobre amar

No amor quem quer enganar os outros 
trapaceia seu próprio reflexo
desperdiça a vida fingindo que ama,
fingindo ser inteiro sendo só metade,
fingindo se importar quando não se importa, 
fingindo valorizar o outro 
valorizando suas vontades
todo esforço é pouco
toda luta é curta
todo o ser vazio
melhor é amar de verdade
ou ser sozinho

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 Oh vida terrena
 incessante batalha
 espiritual
 temporal

 testados
 avaliados
 pressionados

Mundo de inversões
até onde podemos ir?

Tempo
és bem preciso
não precioso

Senhora sabedoria
desprende as amarras
nos faz viver o hoje
fechar os olhos
estar em paz

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"Não se preocupe com nada
Não te afobes a solidão
Quem tem a Deus 
jamais estará sozinho"

Força, leveza e flexibilidade


O ponto alto das minhas férias foi ter conhecido o Teatro Municipal. Assisti ao espetáculo Giselle interpretado pelo Balé Scala de Milão,  com a participação da orquestra sinfônica da minha cidade (Barra Mansa). Fiquei encantadíssima! O teatro (que em si já é uma obra de arte), a música clássica, a técnica e sincronismo impecáveis dos bailarinos formaram um tipo de tripé da Arte, com canais diferentes e complementares. Fiquei paralisada, no quinto andar do teatro, parecia que não havia mais ninguém ao meu redor.
 De fato, a arte tem esse poder de nos transportar para planos acima da realidade. Depois do espetáculo, fiquei uns trinta minutos em silencio absorvendo tudo e voltando aos poucos ao mundo real. Foi lindo! Ao terminar tentei resumir tudo o que vi em poucas palavras e só me vinha a cabeça: força, leveza e flexibilidade. Anotei essas três palavras nas notas rápidas do meu celular e voltei pensando nelas.
Os bailarinos, tinham um preparo técnico impressionante. Fiquei imaginando como é difícil sustentar a musculatura e como eles o  fazem com tamanha leveza no semblante. Outro ponto é o trabalho com a flexibilidade que minha professora de dança enfatiza tanto nas aulas.
Ainda não sei se é a arte que imita a vida, ou se a arte, a vida imita, mas espero que ao vivenciar o espetáculo da vida possa levar esses conceitos comigo.

I'm Back

Resolvi voltar a blogar. Não sei se vou conseguir ser tão assídua, nem tenho muitas pretensões de divulgação. Este é apenas um cantinho, no qual me atrevo a deixar um pouquinho de mim. Escrever simplesmente pela satisfação que isso proporciona. Se no caminho alguma alma leitora se identificar, é sinal de que nas entrelinhas do cotidiano há nuances que vão além da realidade visível.  Busquemos o sentido....